Alguns dias atrás, dialogando com um pai de aluno de escolinha
particular de futsal, ouvi a seguinte colocação: “o técnico (professor) de meu
filho, nos campeonatos, sempre pede a presença de um pai dentro do vestiário”.
Essa colocação me fez refletir: o que acontece “por trás” dos vestiários? Em
meio a inúmeros casos de violência física e psicológica contra crianças e
adolescentes, atualmente os casos de pedofilia dentro do esporte merecem tanta
atenção quanto. A agressão sexual a crianças dentro do esporte pode ocorrer de
formas diversas e estas, por si só, ainda não desenvolveram a capacidade
cognitiva de discernir sobre o que é um carinho e o que é uma tentativa de
aliciamento. Numa simples troca de uniforme entre os atletas em potencial, pode
gerar desejos inconscientes e bel-prazeres por parte do adulto, no caso aqui o
professor. Os profissionais que desenvolvem atividades com crianças e
adolescentes deverão atentar-se para questões relacionadas à violência sexual,
desenvolvendo com os responsáveis pelos mesmos, reuniões e esclarecimentos
sobre seu trabalho, no intuito de resguardar-se. A presença de um adulto
responsável pelas crianças, juntamente com professores poderia amenizar e auxiliar
na prevenção da pedofilia dentro do esporte. As crianças, em alguns casos,
acabam cedendo a tal aliciamento por receio de perder o lugar no time ou equipe,
ou medo e vergonha de falar sobre o acontecido e os adultos não darem crédito a
sua fala. Pais e cuidadores de crianças participantes de esportes em geral,
sejam eles individuais ou coletivos, deverão ter um olhar minucioso com relação
a quaisquer manifestações de angústias ou comportamentos diferenciados nas
crianças após a prática do esporte. O acompanhamento dos treinamentos, o entrar
no vestiário juntamente com equipe momentos antes de uma competição, uma
conversa com o treinador (professor), a observação do comportamento dos filhos,
são ações que contribuem para a prevenção da pedofilia dentro do esporte. - Página inicial
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sábado, 8 de setembro de 2012
O que acontece dentro dos vestiários...
Alguns dias atrás, dialogando com um pai de aluno de escolinha
particular de futsal, ouvi a seguinte colocação: “o técnico (professor) de meu
filho, nos campeonatos, sempre pede a presença de um pai dentro do vestiário”.
Essa colocação me fez refletir: o que acontece “por trás” dos vestiários? Em
meio a inúmeros casos de violência física e psicológica contra crianças e
adolescentes, atualmente os casos de pedofilia dentro do esporte merecem tanta
atenção quanto. A agressão sexual a crianças dentro do esporte pode ocorrer de
formas diversas e estas, por si só, ainda não desenvolveram a capacidade
cognitiva de discernir sobre o que é um carinho e o que é uma tentativa de
aliciamento. Numa simples troca de uniforme entre os atletas em potencial, pode
gerar desejos inconscientes e bel-prazeres por parte do adulto, no caso aqui o
professor. Os profissionais que desenvolvem atividades com crianças e
adolescentes deverão atentar-se para questões relacionadas à violência sexual,
desenvolvendo com os responsáveis pelos mesmos, reuniões e esclarecimentos
sobre seu trabalho, no intuito de resguardar-se. A presença de um adulto
responsável pelas crianças, juntamente com professores poderia amenizar e auxiliar
na prevenção da pedofilia dentro do esporte. As crianças, em alguns casos,
acabam cedendo a tal aliciamento por receio de perder o lugar no time ou equipe,
ou medo e vergonha de falar sobre o acontecido e os adultos não darem crédito a
sua fala. Pais e cuidadores de crianças participantes de esportes em geral,
sejam eles individuais ou coletivos, deverão ter um olhar minucioso com relação
a quaisquer manifestações de angústias ou comportamentos diferenciados nas
crianças após a prática do esporte. O acompanhamento dos treinamentos, o entrar
no vestiário juntamente com equipe momentos antes de uma competição, uma
conversa com o treinador (professor), a observação do comportamento dos filhos,
são ações que contribuem para a prevenção da pedofilia dentro do esporte.
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