Um
dos assuntos que está em pauta nos programas de televisão, nas redes
sociais, enfim na mídia em geral é a pratica de atividade física. Os objetivos
para esta prática são vários, como: busca
de saúde, busca pela estética, tanto para homens quanto mulheres; busca de
defesa pessoal ou para defender terceiros... Há também os que alegam a busca de
catarse, um alívio das tensões do dia-dia.
Sabemos que o
condicionamento físico está positivamente associado com saúde e bem-estar
mental e que o exercício está associado com redução de emoções como a
ansiedade. Estudos afirmam os exercícios praticado à longo prazo tendem a
reduzir significativamente traços ligados à ansiedades e à neuroticismo.
Os exercícios adequados
resultam em redução em vários indicadores de estresse, tais como tensão
neuromuscular, batimentos cardíacos em repouso a alguns hormônios. A opinião clínica
atual é a de que o exercício tem efeitos emocionais benéficos para todas as idades
e sexos.
Esporte é saúde, mas como tudo
que é feito em excesso, também a atividade física poder ser prejudicial. A obsessão
pela boa forma pode gerar riscos para a saúde psíquica e física. A princípio, freqüentar
uma academia significa estar em contato com outras pessoas. Entretanto, existem
aqueles que, presos à sua imagem no espelho (narcisismo) e que nem se dão conta
de quem está à sua volta. O ginastocólatra (certamente você deve conhecer alguém
assim) intensifica e estimula uma auto-idolatria que rompe os limites do aceitável.
Cuidar-se, de maneira adequada, significa zelo por si próprio. Se isso passar dos
índices saudáveis, esta atividade poderá gerar um vício que se transforma no aspecto
psicopatológico do exercício.
A prática regular do
exercício físico ou esportes tem que estar aliada ao bem-estar psicológico para
que com isso se obtenha qualidade de vida. A atividade física é indicativa de
melhora na auto-estima, o que segundo Becker Jr. (2008) causa benefícios na sua
saúde física e emocional.
Indivíduos fisicamente
ativos tendem a ser mais saudáveis, demonstrando maior energia, tendo atitudes
mais positivas em relação ao trabalho, desenvolvendo uma maior capacidade de
lidar com o estresse e com tensões do cotidiano. Porém estas atividades deverão
ser prazerosas, pois o vicio positivo em exercícios implica uma variedade de benefícios
para a saúde do indivíduo.
No entanto, estas
atividades deverão ser assistidas por um profissional qualificado, que forneça
informações cientificas e seguras quanto à prática de exercícios físicos.
Telma Matos
Psicóloga do Esporte
Referência Bibliográfica:
Becker Jr., B. Manual de Psicologia do Esporte e do Exercício. Porto Alegre: Nova
Prova, 2008.
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